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sábado, 31 de outubro de 2009

Coragem




"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo" Mark Twain



Um belo dia, que não é como qualquer outro, você é surpreendido a ter coragem.
Você passa a enxergar dois caminhos e, inacreditavelmente, só pode trajetar em um.
Bem alí, há-de aparecer um sentimento que anda junto com a coragem, o medo.
Eles são inseparáveis e disputam entre sí.
A única certeza é que nada ficará igual a antes, tudo vai mudar.
Essa certeza que antecede a incerteza do momento que virá, lhe trará arrepios.
Eis aí um indício de que o medo está na frente.
O que fazer?
Essa pergunta é a mola propulsora da coragem, ou da falta dela.
Na verdade, muitas vezes precisa-se ter mais coragem para admitir a falta dela.
Então, pode-se dizer que existem dois tipos de coragem: a coragem e a coragem de admitir sua inexistência.
Nesse caso, há que se reconhecer que não existem sujeitos covardes e sim aqueles que apenas escolheram ter ou não ter coragem.
Não ter coragem também demostra atitude, logo, ela é mais uma maneira de ter coragem.
Pois bem, agora é preciso pensar somente nas consequências de cada escolha.




"A grande coragem, para mim é a prudência" Eurípedes




terça-feira, 20 de outubro de 2009

E se...



Não precisa existir objetivo nenhum, nada programado para daqui a alguns anos.
E sobre o que você pensava quando tinha 10, 15, 20 anos?
Acabou no dia que você acordou e percebeu que tudo mudou e que nem mais se reconhece. Simplesmente será assim daqui por diante.
Seus medos serão cada vez mais grandiosos, mais pesados.
E aquela convicção de que a felicidade era facilmente alcançável e durava pra sempre?
Hoje tudo se esvai pelos atropelos do dia-a-dia. Essa tal felicidade é tão fugaz quanto o tempo.
Planejamos, elaboramos, estabelecemos metas para daqui a alguns anos. Somos cegos já que nem temos certeza dos anos que virão.
O nada não precisa de objetivo, não precisa ser programado.
Devemos sim é viver até quando durar a respiração, mesmo que ela seja funda e amarga. Mesmo que ela seja a própria dor.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Deixe vazio



Você está ali.
Simplesmente ali parado , sentindo que tudo está como não deveria estar.
Oferece manjares, mas não há quem os queira.
No espaço que repentinamente recuperou o silêncio, enguem-se milhares de muralhas enormes.
Dizem que é preciso conhecer a noite.
Na verdade é preciso conhecer o instante sutil em que você se volta para sua vida, regressando para sua rocha. Só resta contemplar essas ações desvinculadas que se tornou seu destino.
Completamente cego que deseja ver o inevitável e essa noite não tem fim.
Mais uma vez uma noite.
Você sempre revê seu fardo.
Em seguida, só resta o gosto por essas dores inúteis.
O fato é que o desespero imenso fica pesado de mais para se carregar.
A única maneira é fazer desaparecer as verdades esmagadoras ao serem reconhecidas.