terça-feira, 24 de março de 2009

Assumindo a cor do ambiente


A chuva se aproxima.
O cheiro e os trovões anunciam sua chegada.
Tudo ficou escuro tão de repente.
Os pingos já começam a cair na janela. Tão de repente.
As coisas que acontecem tão de repente como a chuva alteram fatos que precisariam da quietude para não prejudicar.
Essas coisas deveriam ficar perdidas no esquecimento, escuro como o céu em tempos de chuva.
Me diga qual foi o momento que eu aterei?
Que movimento eu fiz para a direita ou esquerda que mudou todo o meu destino?
Talvez tenha sido uma palavra, um pensamento.
Você não conseguirá dizer com certeza a não ser que tenha passado por isso.
A ira está em minha mente. Uma ira tão suave e profunda.
Um ataque de sentidos como uma repentina mordida nas mãos ou até mesmo como a chuva, tão de repente.

10 Pesos:

Luciana Andrade disse...

Que a chuva, então, lave sua alma e que a ira se torne mais branda. Porque andam dizendo por aí, que depois da tempestade.. Você sabe né?!
Beijos meus queridona

D'angelo disse...

Puxa tomara...

Renato Rios disse...

"i think it's gonna rain when I die!"
:P

Iran é um velho amigo, ex-vizinho, ex-companheiro de curso de faculdade e de linguas... só isso!
uhauhauhauh

ele chega em minha casa e pede a benção da minha mãe.. nem eu faço mais isso, mas ok!

:P

Mustafa Şenalp disse...

Çok güzel site.:)

Troll disse...

E o q mais nos muda e muda a vida, realmente, senão o trovejar q anuncia grandes tempestades?

Luciana Andrade disse...

Bela,
espero que a chuva já tenha te lavado a alma..
bjks

Luciana Andrade disse...

Flor, espero que tenha tido uma ótima páscoa.. Nem sei se você está lendo isso aqui mas sempre passo pra te deixar beijos!

[P] disse...

Se alterou mesmo algum momento, ainda que não tenha se dado conta, já está feito, não é? E às vezes as alterações trazem boas coisas, ainda que não possamos nos dar conta disto imediatamente. Precisamos ouvir o som dos trovões para acordarmos, de vez em quando...

Um beijo, moça. Fique bem, tá?

Henrik disse...

Descobrir que microalteração se deu é como contar grãos de areia num areal...importa muito descobrir a causa só quando essa causa é crónica na doença do sentir...mas para além disso há um certo grau de ignorância que devemos manter por sanidade...e sim: deixar a água (ou o vento, ou o que quer que seja..) limpar a tua alma e esse fogo...

Hassan, o Árabe disse...

"Me diga qual foi o momento que eu aterei?"

isso me lembra teoria do caos...
soa como um arrependimento quase inconsciente.