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terça-feira, 24 de março de 2009

Assumindo a cor do ambiente


A chuva se aproxima.
O cheiro e os trovões anunciam sua chegada.
Tudo ficou escuro tão de repente.
Os pingos já começam a cair na janela. Tão de repente.
As coisas que acontecem tão de repente como a chuva alteram fatos que precisariam da quietude para não prejudicar.
Essas coisas deveriam ficar perdidas no esquecimento, escuro como o céu em tempos de chuva.
Me diga qual foi o momento que eu aterei?
Que movimento eu fiz para a direita ou esquerda que mudou todo o meu destino?
Talvez tenha sido uma palavra, um pensamento.
Você não conseguirá dizer com certeza a não ser que tenha passado por isso.
A ira está em minha mente. Uma ira tão suave e profunda.
Um ataque de sentidos como uma repentina mordida nas mãos ou até mesmo como a chuva, tão de repente.

terça-feira, 17 de março de 2009

Tapar o poço antes de ir ao fundo


Há experiências que ajudam e as que prejudicam.
Ajudam se formos conscientes. Do contrário, elas se tornam grandes fardos.
Nossas derrotas não julgam as circunstâncias, mas a nós mesmos.
Posso tocar com a mão as verdades?
Tudo é permitido com o conveniente toque de tristeza.
Um belo dia, surge o " por quê" e tudo fica assombroso.
E se não gostamos mais de viver aqui, porque seríamos obrigados?
Algumas coisas nunca mudam.
Olhe as estrelas. São as mesmas da semana passada, ano passado, de quando éramos crianças.
Daqui a 300 anos, ninguém saberá quem fomos. Só conhecerão as mesmas estrelas.
Pra quem passa na rua, é apenas uma casa qualquer. Alí, muitas memórias flutuam.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Fazendo esquecer


O mundo fica cinza.
Parece que nenhum sentimento fica estático por muito tempo, ele vai adiante ou recua. Noutras vezes se transforma.
Tudo assim, triste, meio sem cor e as pessoas ao redor sem nada saber, tão neutras de tudo.
E se amanhã é outro dia, acordarei outra pessoa?
Uma pessoa que consiga dançar ao som de outra música sem ter lágrimas nos olhos.
Lágrimas não trazem ninguém de volta.
Há algo mais sobre as lágrimas. Elas não fazem alguém voltar a amar você.
É melhor não perder tempo chorando.
O amor não está no coração, está na língua. É uma palavra, só isso.
Nada pode desfazer o que está feito.
Muitas vezes os castigos não bastam, é preciso que a nossa própria consciência continue o julgamento.