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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

De joelhos

Acredito somente no agora, duvido de coisas que ninguém duvida, penso no amanhã, choro por não saber como amar, aborreço as pessoas, sofro por antecipação, não espero nada de ninguém ou espero ou pior, não creio em bobagens, não converso com meu pai, meu olhar é triste?

Saio fora dos padrões, me comunico mal, me relaciono mal, sou visceral, nada está bom, não me alimento direito nem faço algum esporte, sou explosiva, falo verdades que ninguém quer escutar, não me olho muito no espelho tanto quanto deveria, estrago as coisas muito facilmente, me arrependo do que fiz, não sei cozinhar, não fico muito em casa, bebo e dirijo, não tenho um cachorro e agora nem peixe, não terminei o livro da Simone de Beauvoir, não confio, tenho medo...

2009?

sábado, 20 de dezembro de 2008

Aos meus amores serei atenta



Que data importante era essa em que todos se reuniam e diziam gostar de tudo e de todos?

Era minha avó de papai-noel, eram presentes, era tudo tão imagético.

Sempre gostei do natal. Não pelos detalhes que não fazem parte do que eu acredito, mas por todos os sentimentos enraizados em mim por anos e anos. Devo isso a todos que contrubuíram fazendo com que a chama ficasse acesa.

Mesmo assim, todos sabem, sou descrente. Porém, nesse dia, apenas nesse dia, pelos meus avós, minhas tias e primos que não estão mais aqui, eu acredito, acredito em tudo, até em papai-noel.

Pela saudade que ficou, acredito que eu possa reencontrar cada um deles e com um abraço apertado, que possa dizer: Quanta saudade de vocês!

O dia seguinte chegará é claro, tudo voltará a ser o que era antes e eles não estarão aqui. Aos que estão ao meu lado, excesso de carinho, aos que não estão mais aqui, a esperança não restará.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

andrea doria


Às vezes parecia que de tanto acreditar em tudo que achávamos tão certo, teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais, faríamos floresta do deserto e diamantes de pedaços de vidro...
Mas percebo agora que o teu sorriso vem diferente, quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim.
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu e de nada vale fugir e não sentir mais nada...
Às vezes parecia que era só improvisar e o mundo então seria um livro aberto...
Até chegar o dia em que tentamos ter demais, vendendo fácil o que não tinha preço...
Eu sei é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar.
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim...
Nada mais vai me ferir.
É que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei...
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais.
Como sei que tens também...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

BoBaGeNs


Lá fora as árvores balançam, o tempo passa e as pessoas vivem.
Aqui está tudo quieto, escuro e os pensamentos voam longe.
Tão longe quanto pode e precisa meu inconsciente que em breve contará suas versões apavorantes.
Tudo foi embora depressa e todas as espectativas também.
Foi tão tumultuoso que não deu pra ver os estragos facilmente.
E num dia assim, eles estão alí, na versão apavorante que meu inconsiente me contou.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Eu sou Cléia?


Meus pensamentos são o que eu sou, um resultado unilateral da minha genética?
Genética, bela palavra para justificar todos os erros.
Minha genética me fez assim, inconstante, doente até.
Existem momentos na vida que você só consegue responder à partir das suas referências, tudo que sempre esteve mais próximo a você.
Novamente minhas respostas não fazem mais sentido.
Onde estou?
No buraco, onde de lá, o topo brilha como antes.
Perdi mais do que precisava.
E assim, repito a história.