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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A liberdade tão negra, a certeza tão cinza


O passado brilha como ouro junto ao melhor de nós que ficou lá atrás.

As lembranças são nostálgicas e tudo que já foi poderia ser novamente.

Os passos de hoje são apenas atos de quem precisa caminhar, mas se lembrados amanhã, serão ilustres e darão brilho aos olhos.

Perdemos horas, dias, meses, anos...

O nosso atual momento nunca é considerado um ganho.

Ganhamos quando percebemos tardiamente que tudo foi precioso demais e, em seguida, perdemos, pois nada daquilo vai voltar.

Estamos presos a correntes.
Como soltá-las?


terça-feira, 11 de novembro de 2008

No chão pra não cair - Novembro/05


Na certeza que é a cabeça que governa a alma, deixo o coração levar.
Na certeza que o coração me deixará num ponto fixo, acabo num caminho cheio de pedras.
Na certeza que as pedras me ensinarão lições, me encontro novamente nesse caminho inúmeras vezes.
Na certeza que numa dessas vezes eu consiga aprender a gostar de novos caminhos, considero todos ruins e neles permaneço distraída.
Na certeza que a abstração me servirá de escape à novos sofrimentos, continuo presa a sentimentos antigos.
Na certeza que esses sentimentos me trarão aquela pessoa do passado, ela já se foi.
Na certeza que encontrei a resposta para todas as atribulações, deixo o coração me levar novamente.
E na sequência, tudo se resolveu. Foram nas incertezas de todas as coisas que me encontrei.
Contunuo voando baixo desde então.