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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Todo equilibrio no tempo é fugaz


O que é o tempo?
Não é palpável e não nos pertence.
Pode ser analisado sob três vertentes: passado, presente e futuro.
O tempo de relógio não vale.
Na maioria das vezes, os momentos que definem nossa vida não são lembrados pela hora que aconteceram mas pela intensidade ou detalhes que os firmam em nossas lembranças.
O tempo conclui. Ou já foi, ou é, ou será.
Seus dentes afiados a tudo consome.
Cotidianamente escuto e faço escutar reclamações de como falta tempo, vivo me queixando de sua brevidade e me iludo dizendo que não perco tempo.
Pergunto quantas horas não pra saber realmente quantas horas são, mas para saber quanto falta.
Falta pouco para colocar os meus urgentes em dia.
Os meus urgentes não deixam tempo para os meus importantes.
Tarde demais é o limite do tempo.
A vida é sem sentido a não ser que nos reste tempo.
Vejo que acabou o dia e faço as perguntas essenciais tarde demais.
Para mim só resta o esgotamento junto com a perplexidade tardia das coisas.
Talvez o mais certo a fazer é tirar um tempo pra mim.


Obs: aos que se sentem incomodados com os meus textos, desculpem-me pela filosofia barata.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um pouco de EGOTISMO


Não sei se mencionei alguma vez sobre o fato da minha família não ser de BH.
Vale a pena ressaltar que não tenho pai presente, só mãe.
Ela mora em São João Del Rei, uma cidade histórica bastante conhecida em Minas.
Ela vem sempre nos ver.
Quando ela vai embora parece que algo saiu do lugar.
Do lugar onde costumava estar.
Eu nunca demonstro a falta que sinto dela. Acho fraqueza demais, idiotice demais.
Ela está aqui em BH mas vai embora amanhã.
Amanhã não devo estar bem.
Sempre quando ela se vai, uma precupação incessante com o seu bem-estar se arrasta nos meus pensamentos.
Ela já é velha, completou 65 anos dia 18 de fevereiro.
Tenho medo de perdê-la.
Quando ela está por perto acho inadequado tocar em assuntos que transmitam esse tipo de fraqueza.
Engraçado é que aqui eu me sinto a vontade em dizer que o meu relacionamento com a minha mãe, ainda continua contribuindo em várias questões nas quais não consigo respostas.
Quando escrevo, quando penso ou quando falo sobre isso, me vem uma vontade imensa de mostrar fraquezas e talvez ser correspondida com um sorriso.
Minha mãe não é de sorrir muito.
Todos temos mágoas e o mundo não vai parar para resolvê-las.
Não tenho tempo para fraquezas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O fraco que gruda num mais forte?


Meu emprego não é o que eu sou.

Nem quanto eu ganho ou quanto dinheiro eu tenho no banco.

Mostrar minhas maneiras anômalas talvez seria ficar vulnerável demais.

As pessoas dentro da percepção delas, fariam verdadeiros discursos do que eu sou.

Elas não passariam nem perto do que eu realmente sou.

Eu sou o que eu quero que elas conheçam de mim.

Como um quadro sendo pintado, e pintado, e pintado....

Pessoas incovenientes que jamais fariam parte do meu círculo de amizades.

De tanto ser enganada pelas suas palavras, aprendi a dar importância aos seus gestos.

Sou o espelho que reflete o que vejo em seus gestos.

Enquanto isso, sou fonte de energia para tantas outras.

Isso é o mundo corporativo que tanto ouvi falarem.

Faz sentido pra você?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Especial 20 anos


Depois dessa semana eu quero férias!!!!

O jornal onde eu trabalho fará 20 anos no dia 24/2.

Tivemos que fazer um especial totalmente alusivo ao tema para circular nesse dia.

Estou tão cansada, tão cansada, tão cansada, tão cansada que me recuso até a ir tomar cafezinho.

São 19:30 agora e nada está concluído.

A única coisa que eu concluí até agora é que preciso urgentemente de uma cerveja.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Quem me roupa, rouba escória!!!


Arrombaram meu carro semana passada.

Roubaram meu som, CD's ( inclusive o CD do Pink Floyd), roupa de ginástica e óculos escuros.

Chorei e xinguei meio mundo!!!!!!!!

Na sequência, inúmeras pessoas, amigas, colaboradoras e outras tantas curiosas, me prestaram pontos-de-vista que convergiram astuciosamente para a grande lei de Compensação.

A lei de Compensação é aquela utilizada para conforto quanto perde-se algo.

Algumas frases que ouvi no decorrer da semana vão servir como exemplo:

_ Pelo menos não roubaram o carro.

_ Ainda bem que não levaram seu tênis.

_Não se preocupe, virá tudo em dobro.

_ São só bens materiais, tá brava porque?

Fiz um esforço incessante para seguir essa linha de raciocínio, mas essa forma de enganação não é condizente com a minha consciência moral.

Eu desejo é que o ladrão carregue consigo o sentimento de escória!! Que cada articulação para novos furtos não se concretizem e que sua consciência permança pesada.

Acima de tudo, desejo que o meu CD seja escutado por ouvidos que gostem de axé!!!!

Deixo aqui meu sentimento de indignação e não mais pensarei nisso ou pelo menos tentarei.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O mesmo fogo que derrete a manteiga, endurece o ovo


Possuímos inúmeras peças de roupas mas sempre optamos em usar as que mais gostamos.

Temos ao nosso alcance infinitos tipos de livros mas poucos são lidos por nós até o final.

Existem várias marcas de um determinado produto no mercado mas hesitamos a comprar outro senão o de nossa preferência.

Uma coisa é clara, o ser-humano move-se através de suas PREFERÊNCIAS.
Quando existe mais de um elemento similar em jogo, a preferência sempre vai falar mais alto.

Isso prova que, se uma mãe possui de dois a mais filhos, inevitavelmente ela sentirá preferência por um deles.

De certo, ainda não assumí o papel de mãe, mas obviamente possuo o papel de filha e de irmã.

Estar entre os elementos de pouca estima muitas vezes nos causa vontade de alcançar um eu além do nosso próprio eu.

Sempre em busca do apreço, aprovação, endeusamento para sentirmos pertencentes ao universo.

Aquela busca eterna daquilo que não conseguimos obter naturalmente e que não nos será explicado.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Queda da ilusão para o domínio da própria realidade


Tenho coisas na minha cabeça que não gostaria que existissem.

Eu as mantenho sob controle. Mas elas estão lá me esperando.

Esperam que eu baixe a quarda.

Esperam lá o tempo todo.

Ás vezes penso em tirá-las de lá, mas acho que não conseguiria. Elas foram colocadas na minha cabeça por algum motivo.

Talvez elas sejam fonte de sustentação para outras que formam o que eu sou.

São assombrosas, feias, anômalas mas fazem parte do meu eu.

Muitas delas eu mesmo fabriquei.

Posso usá-las como subsídio ao que eu sou ou elas são parte do que exatamente eu sou?

Aprofundar nisso me deixaria mais no fundo, onde de lá, o topo brilha.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Meus domínios não vão até onde minha vista alcança


Meus olhos poderiam tirar fotos dos momentos de transe onde eu, inevitavelmente, penso que aquelas poucas horas de êxtase e felicidade foram por demasiado perturbadoras.

Estávamos lá, alegres e loucos, quando num determinado momento aquilo se tornou demais pra mim.

Percebi que tive uma automutilação voluntária, tendo como certo, os mais baixos níveis de aspiração.

Estava temente que tudo fosse capaz de perdurar e assumí, de fato, defesas contra qualquer sentimento de felicidade exagerada.

Essas horas não podem ser suportadas por muito tempo.

É em parte um medo justificado de perder o controle, até mesmo de ser dilacerada pela experiência.

Então veio o conforto da percepção tardia: Ainda bem que o carnaval só dura cinco dias.

Acreditem, levei todos comigo nesse devaneio, mas ninguém, nem mesmo eu, ficou nele por muito tempo.

Registro aqui esse transe porque meus olhos não podem mesmo tirar fotos.



sábado, 2 de fevereiro de 2008

A culpa é minha e eu ponho em quem quiser


Pouco tempo restando pro início do carnaval e minha irmã tinha que começar uma briga!!!!

Briga por alguma coisa, que vai levar a outra coisa e que acaba nos remetendo ao passado.

Olha eu alí, com 15 anos, apanhando da minha irmã de chinelo de borracha só porque cheguei meio tarde em casa!!!

Voltando ao que interessa, pra que brigar por causa de uma bagatela dessas!!!! Iremos todos para o sítio nesse carnaval, porta-malas cheio de cerveja, biquini novo, Carol e guto híper felizes e minha irmã emburrada só porque eu não participei do tradicional grito de carnaval que tem todo ano (todo santo ano) na varanda da casa dela! Não deu pra ir ué!!

Minha irmã é daquelas que tudo tem que sair certinho, porém, dentro da sua visão do que é certo. Nenhum ponto-de-vista conceitua com o certo dela.

Coisa estranha, partilhamos do mesmo genes mas ainda não tive nada mais solitário que isso.