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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O abajur que apaga sozinho


Um amigo meu, digamos, porção única, me fez a seguinte pergunta: Porque você não escreve mais no seu blog?

Ok, meu caro amigo poliglota, resolví então escrever sobre o fato ocorrido essa madrugada.

Bem, vamos lá.

Primeiramente uma pergunta, o que leva a um abajur apagar-se sozinho numa madrugada?

A energia não acabou, a lâmpada não queimou, pelo que me consta não sou sonâmbula e não tinha ninguém comigo em casa. E aí? Hein?

Eu, como eterna medrosa que sou, fico aqui, de pés e mãos atadas.

O medo faz isso. Inibe atitudes.

Tomo eu a atitude de ir embora pra casa ou não?




terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ao olhar dentro de um abismo, o abismo também olha pra dentro de você


Há tempos atrás, lembro de ter pensado em como eu seria, como seria minha vida.
Me imaginei com inúmeras qualidades.
Todas as qualidades positivas que eu poderia escolher.
Com o passar do tempo, acabei tendo poucas delas.
Eu percebi que os momentos que definiram a minha vida até hoje, nunca foram planejados.
E todas as oportunidades que tive e as pessoas que pude ser, foram se reduzindo a cada ano, até serem reduzidas a uma, a que eu sou.
As coisas não saíram como eu preví.
Isso é ser um adulto.
Aquela percepção tardia das coisas.