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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

De joelhos

Acredito somente no agora, duvido de coisas que ninguém duvida, penso no amanhã, choro por não saber como amar, aborreço as pessoas, sofro por antecipação, não espero nada de ninguém ou espero ou pior, não creio em bobagens, não converso com meu pai, meu olhar é triste?

Saio fora dos padrões, me comunico mal, me relaciono mal, sou visceral, nada está bom, não me alimento direito nem faço algum esporte, sou explosiva, falo verdades que ninguém quer escutar, não me olho muito no espelho tanto quanto deveria, estrago as coisas muito facilmente, me arrependo do que fiz, não sei cozinhar, não fico muito em casa, bebo e dirijo, não tenho um cachorro e agora nem peixe, não terminei o livro da Simone de Beauvoir, não confio, tenho medo...

2009?

sábado, 20 de dezembro de 2008

Aos meus amores serei atenta



Que data importante era essa em que todos se reuniam e diziam gostar de tudo e de todos?

Era minha avó de papai-noel, eram presentes, era tudo tão imagético.

Sempre gostei do natal. Não pelos detalhes que não fazem parte do que eu acredito, mas por todos os sentimentos enraizados em mim por anos e anos. Devo isso a todos que contrubuíram fazendo com que a chama ficasse acesa.

Mesmo assim, todos sabem, sou descrente. Porém, nesse dia, apenas nesse dia, pelos meus avós, minhas tias e primos que não estão mais aqui, eu acredito, acredito em tudo, até em papai-noel.

Pela saudade que ficou, acredito que eu possa reencontrar cada um deles e com um abraço apertado, que possa dizer: Quanta saudade de vocês!

O dia seguinte chegará é claro, tudo voltará a ser o que era antes e eles não estarão aqui. Aos que estão ao meu lado, excesso de carinho, aos que não estão mais aqui, a esperança não restará.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

andrea doria


Às vezes parecia que de tanto acreditar em tudo que achávamos tão certo, teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais, faríamos floresta do deserto e diamantes de pedaços de vidro...
Mas percebo agora que o teu sorriso vem diferente, quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim.
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu e de nada vale fugir e não sentir mais nada...
Às vezes parecia que era só improvisar e o mundo então seria um livro aberto...
Até chegar o dia em que tentamos ter demais, vendendo fácil o que não tinha preço...
Eu sei é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar.
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim...
Nada mais vai me ferir.
É que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei...
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais.
Como sei que tens também...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

BoBaGeNs


Lá fora as árvores balançam, o tempo passa e as pessoas vivem.
Aqui está tudo quieto, escuro e os pensamentos voam longe.
Tão longe quanto pode e precisa meu inconsciente que em breve contará suas versões apavorantes.
Tudo foi embora depressa e todas as espectativas também.
Foi tão tumultuoso que não deu pra ver os estragos facilmente.
E num dia assim, eles estão alí, na versão apavorante que meu inconsiente me contou.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Eu sou Cléia?


Meus pensamentos são o que eu sou, um resultado unilateral da minha genética?
Genética, bela palavra para justificar todos os erros.
Minha genética me fez assim, inconstante, doente até.
Existem momentos na vida que você só consegue responder à partir das suas referências, tudo que sempre esteve mais próximo a você.
Novamente minhas respostas não fazem mais sentido.
Onde estou?
No buraco, onde de lá, o topo brilha como antes.
Perdi mais do que precisava.
E assim, repito a história.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A liberdade tão negra, a certeza tão cinza


O passado brilha como ouro junto ao melhor de nós que ficou lá atrás.

As lembranças são nostálgicas e tudo que já foi poderia ser novamente.

Os passos de hoje são apenas atos de quem precisa caminhar, mas se lembrados amanhã, serão ilustres e darão brilho aos olhos.

Perdemos horas, dias, meses, anos...

O nosso atual momento nunca é considerado um ganho.

Ganhamos quando percebemos tardiamente que tudo foi precioso demais e, em seguida, perdemos, pois nada daquilo vai voltar.

Estamos presos a correntes.
Como soltá-las?


terça-feira, 11 de novembro de 2008

No chão pra não cair - Novembro/05


Na certeza que é a cabeça que governa a alma, deixo o coração levar.
Na certeza que o coração me deixará num ponto fixo, acabo num caminho cheio de pedras.
Na certeza que as pedras me ensinarão lições, me encontro novamente nesse caminho inúmeras vezes.
Na certeza que numa dessas vezes eu consiga aprender a gostar de novos caminhos, considero todos ruins e neles permaneço distraída.
Na certeza que a abstração me servirá de escape à novos sofrimentos, continuo presa a sentimentos antigos.
Na certeza que esses sentimentos me trarão aquela pessoa do passado, ela já se foi.
Na certeza que encontrei a resposta para todas as atribulações, deixo o coração me levar novamente.
E na sequência, tudo se resolveu. Foram nas incertezas de todas as coisas que me encontrei.
Contunuo voando baixo desde então.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Eu posso?


Eu posso olhar todas as transversais e não percorrer nenhuma.
Eu posso me limitar a ouvir sem ter que franzir a testa por memórias remexidas.
Eu posso tentar não ter ódio das belas casas com luzes acesas e somente sentir vontade de participar daquela família.
Eu posso ter plena confiança em quem está ao meu lado sem ter pensamentos febris.
Porque você está me olhando?
Meus olhos estão neutros dos pensamentos que são só meus.
Não tem nada aqui para você!
Eu posso ser o que não sou. Somente um espelho daquilo que eu queria ser.
Estou cansada de ser eu mesma com todas aquelas coisas que eu bem sei quais são.
Por favor diga que eu posso...





quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Inconstância


Ao piscar, dei margem ao pânico.
Todos os seus olhares para o lado invadem meus pensamentos mais sombrios.
Eles me fazem imaginar sobre o quanto você deseja aquilo que não sou eu.
E suas considerações a respeito de pessoas que fizeram parte da sua vida me fazem náuseas e me sussurram que tudo que o já foi, era o bastante para você.
Meus sentimentos se misturam com minhas inseguranças cultivadas ao longo dos anos.
Tudo é peso. Até nossos momentos de felicidade pesam.
O porvir inexorável da razão me arrasta para todas as situações que possam me causar dor. As ligações que eu não saberei de quem são, seus olhares quando eu não estiver perto, o desejo.
Desenho todas essas situações na mente que não tem nada de sã.
Não existe paz no amor, ele é doença.
A cura é vazia, é solidão. E com a cura, outras doenças na mente.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Reflexos de mais um dia que começa

Acordei com uma vontade grande de não me importar com nada.

Mesmo se alguém me disser que não sou capaz, não vou mandá-la para lugares chulos e de baixo escalão, vou simplesmente sentir pena e compreensão.

Por todas as pessoas, terei um amor puro.

Darei carinho, sorriso, esmola, seja o que for.

Hoje serei o que deveria ter sido sempre, serei menos eu e me colocarei no lugar de algumas pessoas que nunca dei atenção.

Tudo que acontecer errado, vai me arrancar belas gargalhadas e eu serei...serei...
Serei?

Começa mais um dia...



sábado, 27 de setembro de 2008

Duas


Estamos a dois passos daquilo que nos espera.

Já conseguimos ver o que tem lá na frente e mesmo assim daremos os dois passos.

Eu e você somos mesmo parecidas pois temos convicções que somente nós entenderíamos.

Somos fruto do mesmo histórico familiar e permanecemos atentas para que a história não se repita.

Temos mais medo do que certeza e nenhum romance será vivido ao extremo, infelizmente não daremos essa chance.

Nossa mente é doente, nosso coração é doente e estamos tentando esconder tudo isso, sem êxito algum.

Imaginamos nossa reação se um dia ficássemos sabendo de alguma deslealdade.

Nós, que somos tudo aquilo que, segundo a sociedade, não deveria ser.

Em meio a tudo, onde está a verdade? Nunca saberemos.



quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Advertência



Existem épocas na nossa vida que não são momentos de satisfação ou de bonança, são apenas os piores momentos da sua vida.
Uma péssima coisa vai atropelando outra péssima coisa e tudo vira uma cópia, de uma cópia, de uma cópia...

Coisas ruins acontecem o tempo todo mas quando acontecem com você, o real toma lugar do abstrato e você será apenas o refresco, cheio de pimenta, dos olhos dos outros.

Esse momento, não é mesmo seu momento, e você agora se sente injustiçado por tudo.

Mas não se preocupe, nem mesmo os momentos ruins duram para sempre, e, como dizem os mais otimistas, pensamentos positivos servem para burlar a mente fazendo com que várias palavras feias sejam evitadas.
Boa sorte.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

2.8




Mais um ano que se passa, mais um ano sem você.

Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade.

Essa vida é jogo rápido para mim ou prá você.

Mais um ano que se passa e eu não sei o que fazer!

Juventude se abraça, faz de tudo pra esquecer.

Um feliz aniversário, para mim ou prá você...

Feliz aniversário - envelheço na cidade

Feliz aniversário - envelheço na cidade

Feliz aniversário - envelheço na cidade

Meus amigos minha rua, as garotas da minha rua, não os sinto, não os tenho... mais um ano sem você!

As garotas desfilando, os rapazes a beber.

Já não tenho a mesma idade, não pertenço a ninguém.

Juventude se abraça, faz de tudo pra esquecer.

Um feliz aniversário para mim ou prá você...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Era uma vez


Era uma vez a ingenuidade, a alegria efusiva, o riso mais gostoso daquele dia.

Era uma vez o encantamento por aquela pessoa, a veneração por aquela outra e a família.

Era uma vez o sonho perdido, a palavra dita, o sentimento extremista.

Era uma vez a novidade e aquele frio na barriga.

Era uma vez o que já era, era uma vez o que já foi...

sábado, 16 de agosto de 2008

A volta




Depois de algum tempo sem escrever e, consequentemente, de acompanhar meus blogs prediletos, aqui estou.

Muitas máscaras caíram, muitos tapetes foram puxados, muita pimenta nos olhos dos outros serviu de refresco e sentar no próprio rabo pra falar do rabo dos outros foi algo frequente em todas as minhas rodas de relacionamento.

Quanta bobagem e quantos pensamentos tristes já nem lembro mais.

Quantos textos tive prontos na cabeça mas sem nenhuma vontade de escrevê-los, muito menos de expô-los.

Foi necessário esse tempo e serão necessário outros também.
Francamente, não lí nenhum livro, não assisti nenhum filme interessante, não fui a nenhum lugar que pudesse me agregar conhecimento consistente e muito menos debati sobre idéias atípicas.

Fui sim, a vários butecos, lí revistinhas da mônica, assisti novelas e virei noites jogando truco de chinelo havaianas.

Hoje aqui estou.

Uma hora penso que esse tempo não terá nenhum peso na história da minha vida, outra hora penso que isso tudo foi fruto de algo que eu não sabia que tinha, a liberdade.

Meus neurônios voltaram a ser elásticos.


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Penso logo existo

Submeto-me ou me insubordino?
Pensam por mim, logo não existo, e hesito até que me dêem a ordem.
Ou não hesito e me exponho, questiono e acabo existindo, incomodando.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Medo de estrada


Em cada curva e em cada veículo que passa próximo, eu vejo um acidente.
Já tive dois acidentes na estrada, esse é o motivo de tanto medo. Mas saber a causa desse receio não resolverá o meu medo de estrada, não elimina a sua condição.
Ter medo é uma condição essencialmente racional e emocional, só posso temer aquilo que conscientemente seja capaz de me fazer algum tipo de mal, algo conhecido.
Numa estrada tudo pode acontecer e muitas vezes não há o que se controlar.
Meu instinto básico de preservação me diz que devo evitar aquilo que seja capaz de agredir o meu corpo.
Só que eu não posso mais evitar a estrada.
Uma coisa é certa, se não existe medo sem causa, a causa do medo já é o próprio medo.
Amanhã estarei novamente na estrada...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O maior inimigo do homem pode ser visto olhando-se no espelho


Existem horas em que o seu melhor não está em você e tudo fica desamparado.

Todas as respostas que você dá são apenas atos de desespero e nenhuma delas irá suprir qualquer tipo de perguntas.

Existem horas em que algumas pessoas simplesmente são melhores que você e elas não se privam ao te mostrar isso.

Todas as perguntas feitas são absurdamente inassimiláveis e cada vez mais você se pune por não compreendê-las.

Existe o fracasso em todas as palavras que saem da sua boca.

Todos te olham com reprovação, nada do que disse está certo e você levará isso por muito e muito tempo...










sábado, 14 de junho de 2008

Ponto-de-vista

"Se há um Deus, é meramente lógico que deve haver um demônio."
Peguei essa frase no blog de um amigo meu: http://diariodeguerratroll.blogspot.com/ e daí fiquei pensando:
Deuses e demônios são entidades simbólicas, não são verdadeiros.
Se há um Deus ou um demônio, porque nos importamos com isso?
A fé, é vital para sustentação da ética e da moral de muitas pessoas. Todos nós adoraríamos se um ser tão fascinante de fato existisse.
No entanto, algumas das mentes mais brilhantes, como Kant e Descartes, gastaram tempo e neurônios tentando provar sua existência pela lógica. Sem sucesso.
Já escutei pelo menos uma vez as famosas perguntas: “mas você não sente falta de acreditar em alguma coisa?” ou “como pode existir um universo tão perfeito sem ter sido criado por Deus?”.
Pra mim, a moral social e a ética pessoal, independentemente de suas raízes culturais, devem estar acima de crenças.
A questão é que nós somos tão ínfimos em relação ao todo que não necessariamente precisamos saber de onde viemos e muito menos precisamos elaborar algo místico para tentar conseguir uma explicação.
Uma vez lí essa frase no qual concordo: “a linguagem da religião é uma linguagem de absolutos que, mais cedo ou mais tarde, levam à estigmatização de grupos. Como o grupo dos ateus, por exemplo” Salman Rushdie.
No mínimo, diferente dos crédulos, podemos dizer que ateus não fazem guerra santa.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Felicidade




Não é contínua é apenas um momento.


Estou falando daquela felicidade verdadeira, daquela que parece não caber dentro da gente, daquela contagiante.


Aquele êxtase, coração batendo forte, olhos brilhantes, sorriso no rosto.


Aquela parte da sua vida no qual você conquistou algo, no qual você atingiu o ápice.


A felicidade é um momento que mais tarde vai ser esquecido, por isso deve ser saboreado bem devagar.


Ela não é permanente e precisamos nos lembrar disso.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Flores



Tinha um vaso de flores pra mim na portaria de onde eu trabalho.



No cartão estava escrito assim:


Para uma mulher linda, inteligente e atraente.

Te adoro!

Eu


Estou perplexa!!!!!!


Quem é esse "Eu"?????

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Meme do soco

O leonardo me passou esse Meme divertido, então lá vai porrada!!!!


Cite 5 pessoas que você gostaria de socar bem forte:

1]- Um fiscal da BH Trans que me multou só porque parei dois minutos numa vaga privativa;

2]- A peste que mora no andar acima do meu que vive pisoteando e jogando aqueles brinquedos de blocos no chão;

3]- Meu ex;

4]- Todas as pessoas que fazem por profissão, cuidar da minha vida [ copiei do Léo];

5]- Essa eu vou guardar, vou precisar num futuro não tão distante.

Passo a bola agora para outros blogueiros que assim como eu querem socar alguém:

http://www.umavagalembranca.blogspot.com/ - Otávio
http://www.renneboz.blogspot.com/ - Big Bozz
http://maisumamenteinquieta.blogspot.com/ - Thi
http://danilobressan.blogspot.com/ - Danilo
http://missegura.com/ - Layla

terça-feira, 27 de maio de 2008

Tacocracia?


Tenho muitas coisas a serem realizadas, a serem gozadas e a serem esquecidas.

Tenho muitas coisas a serem sentidas, a serem choradas e a serem aprendidas.

Na maioria da vezes as coisas negativas da vida nos fazem mais maduros.

As coisas positivas pouco impactuam nesse processo e a nossa memória é prova disso.

A lembrança do sofrimento ainda é sofrimento, a lembrança da alegria já não é alegria.

Nossas lembranças são inevitáveis e deviam nos deixar o medo da repetição, o pavor da sensação ruim. Contudo, de novo resistimos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Será a mesma lagarta após tanto sono?


A metamorfose ocorre.

De imediato não percebemos o motivo, só percebemos que a nossa relação com o mundo vai mudando sutilmente.

Em vão tememos a nós mesmos, a quem seremos e como nos portaremos mediante aos acontecimentos mundanos.

Inevitavelmente aceitamos o amor perdido, o fracasso adquirido, a traição e outros demais sofrimentos.

E assim nos encontramos com medo, perdidos no fundo do futuro sem vivermos as extremidades do nosso presente.

No final, há que se perguntar tardiamente se ainda nos reconhecemos sob nossas asas brilhantes.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Estático


Eu não tenho temas, nem idéias, nem considerações a destacar.

Uma vez lí um texto num blog de um amigo que falava justamente sobre a falta de vontade de escrever.

Estou assim, sem vontade de escrever, sem vontade de acompanhar os meus dez blogs favoritos.

Está tudo fora de controle e minha cabeça, totalmente vazia. Ou talvez ela esteja tão cheia de informações desconexas, que nenhuma idéia permanece estática para poder ser mediada num texto.

Coisas de maluco, eu sei.

Agora o que me resta fazer é simplesmente forçar textos que ficarão ridículos, na esperança que meu fluxo de pensamentos seja compreendido por alguém.


Caso contrário, fecharei esse canal de transmissão e fim.










sexta-feira, 9 de maio de 2008

Vincent Fantauzzo


A última imagem de Ledger foi feita pouco antes da morte do astro de "Brokeback Mountain".
Um retrato de Heath Ledger, pintado pouco antes da morte do ator, foi eleito ontem a obra de arte mais popular da Áustrália.

O quadro foi finalista do Archibald e venceu o prêmio do público.

O artista era amigo de Ledger e realizou o retrato no ano passado, na cidade natal de Ledger, Perth.

A obra mostra Ledger sem camisa, sobre um fundo negro, olhando diretamente para frente, enquanto duas outras imagens do ator falam ao seu ouvido."A idéia era mostrar Heath Ledger lidando com sua consciência, seus próprios pensamentos", disse Fantauzzo.

O astro do filme "O Segredo de Brokeback Mountain", de Ang Lee, morreu de overdose de medicamentos em 22 de janeiro deste ano, em Nova York.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Síndrome de Jonas

As coisas andam muito tranquilas ultimamente e por isso parei de escrever.


Não consigo escrever quando as coisas estão bem, fico sem inspiração.


É dicotômico mas eu sou assim, meio confusa.


Nenhuma ligação de pessoas do passado, ótimo momento no trabalho, coisas fluindo maravilhosamente...


Tudo anda tão bem que já começo a desconfiar de tanta tranquilidade.

Estranho como a tranquilidade pode pesar e nos deixar incomodados.

É pesado demais sentir isso por muito tempo pois acabamos sendo injustos, olhamos para o lado e sentimos que o mundo nunca estará na mesma sintonia.



É como se não merecessemos sentir a leveza de viver por muito tempo, ela precisa simplesmente passar em flashes.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Insônia


Corpo inerte na cama implorando por sonhos.
Pedindo aos olhos que se fechem e se cruzem com ilusões que meu consciente não aprovaria.

Mas meus pensamentos ficam no passado, coisas que me arrependo de ter feito.

Minhas culpas alimentam meus olhos abertos.

Tudo do passado tão presente e tão possível futuro.

E minha noite de sonhos não acontecerá.

Amanhã será um outro dia e meu corpo não estará preparado devidamente.

Eu só queria acordar bem de manhã.

Dormir traquila como quando era criança.










segunda-feira, 28 de abril de 2008

Onde está a minha mente?


Onde está a minha mente?

Minha mente quer controlar tudo.

Quer controlar o tipo de atitude que preservará minha imagem, a resposta que será melhor aceita, a roupa que me definirá como pessoa.

Tudo pela obsessão por um estilo de vida. O estilo de vida que os outros vão ver.

Todos esperam um deslize para posteriores julgamentos.

Então hoje eles terão!!!!

Minha mente não agirá mais tão condizente com fórmulas que não são minhas.

Nada de tentar controlar minhas perguntas e respostas, nada de julgamentos, nada disso.

Somente a certeza de não ser necessário ter em mente a vontade de controlar tudo.







sexta-feira, 25 de abril de 2008

Minha irmã Abobrinha



É mandona, é engraçada, fala grosso e briga por qualquer coisinha.

Muitas vezes brigamos feio por não conseguirmos dar o braço a torcer, sempre queremos ter razão.

Ela se considera, mesmo gordinha, a mulher mais bela, a mais poderosa e a mais interessante de todas. Juro que já tentei ser assim mas não consigo!!!!!!!!!!

Acha que pode resolver meus problemas, os dela e de toda família com apenas uma conversa.

Cozinha muuuuuito bem!!! Sempre fala que faltou ou sobrou algum ingrediente em seus pratos só pra falarmos: _ Não Crissssss, tá híper gostoso!!!

Tem poder de persuasão, poder de indução e poder de encher o saco.

Ela já me bateu com antena de TV, chinelo, sapato, cabo de vassoura. Realmente eu não era fácil.

Acha que sou infantil, imatura, inconsequente e que desapareço por muito tempo.

Sempre mantém um ar de afastamento entre nós, não sei dizer o motivo mas até que gosto.

Hoje ela completa 34 anos, 5 meses de gravidez e dois dias do seu último sermão (pra mim é claro).

A comemoração será amanhã e como sempre ela lamentará o fato do meu pai não ter se lembrado. Sei bem como é.


Abobrinha, você é chata mas eu te amoooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!








































terça-feira, 22 de abril de 2008

Coisas do passado


Certas coisas nos procuram como se precisassem de perdão, coisas que foram feitas no passado.
Essas coisas nos perseguem por toda parte.
Elas precisam saber que não estamos bem, precisam da nossa tristeza.
Nossas alegrias não podem ser vistas pelo peso dos nossos pecados e por isso nos julgamos para que assim, eles tomem força.


Reforço com o texto abaixo:


As pessoas acham que voltar para o eixo é fácil. Difícil ignorar o fato de que aquele movimento que você fez pra direita ou pra esquerda alterou alguma coisa no seu destino. Daí chega aquele momento que te dá um surto, você faz o que te dá na telha e quase toma ferro por isso. Há muito tempo, corri dos meus erros, agora que eles foram revelados, inevitavelmente encontro-me cansada. Cansada de tudo e cansada de todos....se bobear até de mim.

sábado, 19 de abril de 2008

Hoje de manhã




Hoje acordei na porta de onde eu trabalho. Sim meus caros, é isso mesmo.
Acordei com o frentista me olhando pela janela do carro. Não me perguntem como porque já vou responder.
Ontem foi aniversário de um amigaço meu. Daí deixei meu carro no estacionamento onde eu trabalho e fui de carona com um outro amigo.
Me lembro de estar às 4:25 da manhã na estrada indo pra algum lugar.
Não sei bem ao certo mas acho que tinha a ver com alguma questão relacionada a "chutar o pau da barraca e virar hippie" ou algo do gênero " fodas pra todo mundo".
Eu chutei tanto o pau da barraca com direito a dar fodas pra todo mundo que no meio do caminho pedi pra voltar porque tinha que trabalhar hoje às 9:00 da manhã.
Agora aqui me encontro com uma baita ressaca, não posso ir na área do cafezinho porque estou com vergonha do frentista e ainda tenho que aguentar os olhos dos curiosos ( incluindo o diretor de redação) querendo saber o motivo de eu estar com a mesma roupa de ontem.
Eu posso dizer que me arrependo amargamente por não ter continuado na estrada.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Admito que perdi


Se você não suporta mais tanta realidade.
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade.
Então pra quê viver comigo?
Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada.
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada.
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo.
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi.
Sonhos são como deuses, quando não se acredita neles, deixam de existir.
Lutei por sua alma, mas admito que perdi.
Agora vou me perder nesse planeta conhecido.
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos.
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus.
Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido.
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido.
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos seus.
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi.
Sonhos são como deuses, quando não se acredita neles, deixam de existir.
Lutei por sua alma mas, admito que perdi.




Admito que perdi também Paulinho Moska!!!!!!!!!!!! Vamos apenas virar a página.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Solução romântica



A religião é solução romântica para muitos dos problemas, torna tudo justificável.

Pouco importa se a terra for um vale de lágrimas com horrendos sofrimentos porque seremos servos de Deus.

Existem pessoas que não podem suportar o terror que se manisfesta diante de seus olhos abertos, elas precisam se voltar para o mistério, precisam esconder a realidade atrás de um relacionamento simbiótico com algo abstrato.

O homem precisa da crença em algo que faça-o ser pra sempre, ele precisa de algo que faça-o acreditar que o sofrimento é necessário.

Pra alguns, tudo é regido por um ser supremo, e com isso, eles abocanham a "realidade" que necessitam.


" O ser-humano precisa incutir em sua vida um valor que lhe permita julgá-lo bom" Ernest Becker

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O doce nunca é tão doce sem o amargo


Eu acho que passamos pelas coisas só pra falar que aconteceram conosco.
Não com outra pessoa, mas conosco.
Essa certeza assola muitas mentes e muitos corações.

E os dias vão se definindo, e a vida vai se definindo, e a pessoa vai se definindo.

Nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas dores e nossos prazeres, todos vão se definindo em meio as coisas que acontecem conosco.

É preciso ter em mente que por piores que estejam, elas poderiam estar muito piores.

A melhor atitude a ser tomada é aguardar a tempestade passar.

Preciso de dias melhores para essa certeza tão cinza.








quinta-feira, 10 de abril de 2008

Eu e o nada


Alterei para tirar do eixo.

Tirei de onde estava pra me acostumar sem algo lá.

Aquilo me deixava insegura, só me deixava ser o que eu não era, me deixava só.

Então pra quê estar lá? Pra dizer que o lugar está preenchido?

Não. Prefiro me acostumar sem algo naquele lugar.

Simplesmente olhar e não ver nada.

Talvez lá na frente eu olhe e queira ver algo, mas hoje, meus olhos tristes só querem ver o nada que vem de lá.


terça-feira, 8 de abril de 2008

Maniada



Eu tô de saco cheio.
Vou chutar o balde e o pau da barraca.
Vou cortar o mal pela raiz.
Pra mim chega.
Vou dar um basta nisso tudo.
Já deu.
Ultimamente certas pessoas estão me cansando de uma tal maneira, que já não consigo disfarçar.
Uma dessas pessoas sabe do que eu não gosto e faz assim mesmo. Pode isso?
Pode.
Outro dia eu ouvi dela a seguinte frase: _Seu problema é que você é muito maniada.
_Tá, mas o que é maniada? Perguntei .
_ É uma pessoa cheia de manias. Respondeu.
Se eu sou "maniada", qual seria a definição de personalidade? Uma das definições não está pautada sobre o fato da personalidade estar ligada ao conjunto de manias de uma pessoa? Mas então todo mundo é "maniado"!!!!!!!!!!!!!!!
Olha, eu tô de saco cheio.
Vou chutar o balde e o pau da barraca.
Vou cortar o mal pela raiz.
Pra mim chega.
Vou dar um basta nisso tudo.
Já deu.

E vou terminar esse relacionamento agora mesmo!!!!!!!!!!!!!! E vai ser pelo telefone!!!!!!!!!!!















segunda-feira, 7 de abril de 2008

Tia Pepê


A Tia Pepê tinha personalidade forte.

Foi ela que me tirou do hospital quando tive um acidente e me levou para que ela mesma cuidasse dos meus machucados. Ela sabia o quanto me aborreceria ficar alí sendo cuidada por enfermeiras que não respeitavam minha histeria.

Foi a Tia Pepê também que me estendeu a mão numa época muito estranha da vida e só me julgou o bastante para que eu aprendesse.

Ela tinha respostas para tudo, mesmo que discordássemos, ela se satisfazia em dizer algo de peso e num ocasional atrito, a primeira pessoa a se pensar em pedir ajuda era pra ela.

Quantas vezes viu pessoas chorar por coisas tão pequenas que iriam passar com o tempo, sendo que, seu choro só foi visto quando no fim, algo voráz tomou conta do seu corpo, algo que não poderia passar com o tempo.

A Tia Pepê não está mais aqui.

Não tenho mais seu norte, não tenho mais sua mão e não tenho mais seu dom de mostrar a pequenez do que me faz chorar.

Mas de uma coisa tenho certeza, a Tia Pepê será sempre a moeda que não vai cair.

Continuarei vivendo tendo a percepção tardia do que era a Tia Pepê.



Obs: foto tirada no dia 19/11/06 na comemoração do seu último aniversário.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Presente


O presente é estar num café aqui na esquina.

O presente é ter olhos fixos num bloco de papel.

O presente é caneta formando idéias.
O presente não é importante, muitas vezes ele é esquecido por termos mais o que fazer.

O presente é pensar o que já foi e se perguntar porque se vive o presente.

O presente é se ter toda certeza e não ter certeza alguma.

O presente é esgotamento por não encontrar respostas.

O presente é estar com olhos marejados de lágrimas.

O presente simplestemente é o que não será mais da mesma forma.



terça-feira, 1 de abril de 2008

Sonho nosso de cada dia


Outro dia entrei num blog e lí um texto que falava sobre um cara que, no pico do seu estresse, resolveu numa segunda-feira, jogar tudo pro alto e ir pra praia.

Fiquei pensando, nós mineiros não podemos banhar nosso estresse na praia.

Cá estamos nós, cheios de horizontes sem acesso.
O único pico acessível é aquele onde não queremos estar, o pico do estresse.

Sim meus caros, eu quero praia. Eu quero praia logo alí de mineiro.

Eu quero a mineirada exibindo cores desbotadas pelo calçadão.

Nem ligo se tomar um " caldo" por não saber nadar.

Quero ter aquela praia com um quiosque servindo farofa mineira e que o dono, já meu amigo, pergunte:
_ Uai, hoje cê veio??!!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Detesto ter que sorrir quando estou com raiva

















Estávamos num evento e eu precisava sorrir.
Quanto mais eu sorria, mais meu rosto doía.
Mas ninguém reparou nisso, todos queriam falar sobre coisas banais, comer e beber.
Todos queriam mostrar seus carros caros, suas roupas de marca e seus sobrenomes.
Eu estava alí, sem vontade de falar e sem vontade de estar alí.
Eu estava com raiva de todas aquelas pessoas que nem fizeram nada comigo.
Não gostei do jeito que elas agiam.
Muitas delas passaram pela Savassi antes de chegar alí e também viram os dois acidentes que eu ví.
Algumas delas estavam irritadas porque quase perderam o horário, outras já haviam esquecido.
Só sorriam, comiam e bebiam.
Mesmo assim eu estava alí, fazendo parte daquilo tudo e, acima de tudo, forçando o sorriso.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Existência Paradisíaca


Uma garotinha passou no corredor gritando: Mãe? Mãe?
Foi profundo o anseio. Não dela mas meu.
Vontade de ter aquela antiga proteção absoluta, da segurança, do aconchego no mundo.
Eu e minha mãe não nos damos muito bem.
Por ser mãe, ela sempre teve o direito de ir e vir, de mudar pra lá e pra cá, de estar ou não estar com o meu pai.
Algumas vezes ela nos levava em seus devaneios, mas aos 17 anos decidi não ir sem antes questionar.
Então, com meus 17 anos, faltava alguma coisa.
Alguma coisa que não deveria ter saído do lugar.


segunda-feira, 24 de março de 2008

A seta e o alvo




Cantaram essa música pra mim esse final de semana.

Gosto muito do Paulinho Moska e amoooooo essa música. Agora,

cantada pra mim, bem ao pé do ouvido, foi divinoooooo!!!!







Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linha
reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você, de óculos escuros
Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na
terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o
que era
E o que era ? Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, e você se preocupa em não se
machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais
vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada ?
Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Leve o passado que eu vou já


Perdi pessoas para a distância, perdi pessoas para o rancor, perdi pessoas para a morte, perdi pessoas para outras pessoas....

O que eu ganhei já nem lembro.

Geralmente os nossos momentos felizes do passado já não são mais felizes mas os nossos momentos de dor, ainda são dor.

As memórias dessas inevitáveis e sofridas experiências me deixou como legado o medo da repetição, o temor pelo retorno da sensação de perda e um impulso em direção à solidão.

Me veio a cabeça um escritor chamado Marcel Proust que, no fim de sua vida concluiu que todos os anos que ele sofreu foram os melhores de sua vida pois fizeram-no ser quem era. Os anos em que foi feliz, considerou-os desperdício total, não aprendeu nada.

Confio por demasiado nisso e agradeço o resquício de otimismo.

terça-feira, 18 de março de 2008

Vivemos


Vivemos a espiar o que nos foi negado.

Vivemos a menosprezar o que a custo conseguimos.

Vivemos a observar a escuridão que está a nossa volta e esquecemos da beleza que a pouca claridade nos fornece.

Vivemos a apontar todos os desprazeres que encontramos no caminho.

Vivemos a nos massacrar pelos erros que cometemos.

Vivemos a lembrar de pessoas que a muito já nos esqueceram.
Assim vivemos para esquecer que um dia morreremos.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Os peixinhos também possuem fé?

Eu tinha três bichinhos de estimação:
Piado - meu canário

Miado - meu gatinho

Molhado - meu peixinho

O Piado e o Miado foram para São João Del Rei e só me restou a companhia do Molhado.

Ontem quando cheguei em casa, fui lavar o aquário do Molhado e foi nesse exato momento que me surgiram conclusões sem nenhuma interferência já que eu estava sozinha.

Fiquei pensando, se eu lavo o aquário do meu peixinho, posso ser considerada deus pra ele?
Acho que posso.

Nesse momento, me senti a pessoa mais importante do mundo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Talvez hoje eu dê umas batidinhas de leve no vidro só pra mostrar que sou onipotente.

:)

Que viagem!!



segunda-feira, 10 de março de 2008

Se eu não lembro eu não fiz? Eu me lembro de sexta.


Existem erros que nos perseguem. Talvez por não termos sido perdoados.
Os erros tão bem guardados que você só se dá conta que os está repetindo quando já é tarde demais.
Eles se renovam.
Nos deixamos escravizar por uma mentira caracterológica sobre nós mesmos e todos os nossos erros viraram culpa de outra pessoa. É mais fácil colocar a culpa em outra pessoa.
Gostaria de completar esse texto com todas nas minhas animalidades de caráter, só que existem alguns incidentes de mesquinharia, traição e vergonha que seriam excessivamente humilhantes enfrentar aqui. Fora a possibilidade de ser descoberta por olhos conhecidos.
E, evidentemente, esse texto acabou virando uma complexa autojustificação.
Não posso dizer diretamente o que me incomoda e apresento uma enxurrada de frases sem sentido.
Esse post não merece atenção, no fundo ele quer dizer algo de errado que aconteceu na sexta mas, pela covardia de quem o escreveu, não passa de nuances de uma história barata para tentar achar justificações.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Constelação familiar


Acredito que muito do que sentimos está condicionado às experiências originárias no interior da constelação familiar.

Nossa família, até onde formamos percepções e confiança, nos serve de espelho.

Se esse espelho estiver por demasiado arranhado ou com visão distorcida, embaçada, pode-se existir um problema.

Uma criança amada, forma um sentimento de onipotência mágica, uma percepção de própria indestrutibilidade, uma sensação de apoio firme.

Freud por exemplo, graças à sua mãe e ao favorável ambiente inicial de sua vida, conhecia a coragem e a confiança que isso dava a uma pessoa e ele próprio enfrentou a vida e um câncer fatal com heroísmo estórico.

Outro exemplo é o de Schopenhauer que não só odiava a mãe como também considerou a morte sua musa na filosofia, trazendo com isso, alguns transtornos pessoais.

A maioria das pessoas vai ter guardado na lembrança um parente com dificuldades em se posicionar no mundo em algum sentido.

Agora, qual o real motivo? Onde está a estrela mal vista dentro da constelação familiar?

Talvez quando tivermos maturidade para conseguir respostas a essas e outras tantas perguntas, consigamos pegar o rumo de uma mudança consciente.

Eu posso contar vitória, já sei apontar algumas estrelas más no meu céu familiar.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Essa menina não tem ambiente em casa


Tem dia que não é o dia da gente.

Ontem foi o dia que não era o meu dia.

A começar pela manhã, com o meu celular quebrado do lado da minha cama. Depois fui entender que ele tocou de madrugada e, no meio de um pesadelo, joguei-o no chão.

Por esse motivo saí de casa atrasada, peguei um trânsito infernal e não achei vaga em frente onde eu trabalho.

A tarde tive uma reunião onde "nabadas" não faltaram.

A noite, quando já estava voltando pra casa, presenciei a amorfosidade de um beijo entre um casal. Pareceria normal se meu ex não fizesse parte dele.

E pra finalizar, tinha uma vaca fantasiada de barata bem na porta do meu quarto.

PQP!!!!!!!!!!!!!!

Podia ter acontecido tudo o que aconteceu, daria até um ar de dia comum com o diferencial de uma pequena dor de cotovelo, MAS A BARATA FOI UM GOLPE DE MESTRE.

Conseguiu realmente me fazer chorar.


terça-feira, 4 de março de 2008

Baixa a bola que o jogo é de botão


Vivemos num mundo de aparências voltado para simbolismos agregadores de poder.

Jogamos confetes em nós mesmos para nos sentirmos poderosos.

Estamos delegando poder aos que não aparecem e assumimos vantagem em cima disso.

Enxergamos olhos de admiração que nos transmitem segurança e inflam nosso ego.

Deixamos claro que só ficaremos à vontade se estivermos junto aos que partilham desse mesmo jogo.

Menosprezamos classes inferiores e nos dizemos deuses de alguma coisa.

Nos sentimos tristes por bagatelas.

Somos completos quando consumimos das marcas mais caras.

Sentimos alegria com prazeres da vida enquanto muitos ao sorrir sentem suas faces doloridas pela falta de prática.

E no final, bem no final, quando terminamos de ser quem somos, não resta nada. Nem o que consumimos, nem a admiração das pessoas, nem confetes, nem bagatelas, nem classes inferiores ou superiores, nem os prazeres da vida, nada.

Porque deixamos de pensar na única coisa importante para conseguirmos ser melhores?

Porque deixamos de pensar no nada que nós somos?



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Todo equilibrio no tempo é fugaz


O que é o tempo?
Não é palpável e não nos pertence.
Pode ser analisado sob três vertentes: passado, presente e futuro.
O tempo de relógio não vale.
Na maioria das vezes, os momentos que definem nossa vida não são lembrados pela hora que aconteceram mas pela intensidade ou detalhes que os firmam em nossas lembranças.
O tempo conclui. Ou já foi, ou é, ou será.
Seus dentes afiados a tudo consome.
Cotidianamente escuto e faço escutar reclamações de como falta tempo, vivo me queixando de sua brevidade e me iludo dizendo que não perco tempo.
Pergunto quantas horas não pra saber realmente quantas horas são, mas para saber quanto falta.
Falta pouco para colocar os meus urgentes em dia.
Os meus urgentes não deixam tempo para os meus importantes.
Tarde demais é o limite do tempo.
A vida é sem sentido a não ser que nos reste tempo.
Vejo que acabou o dia e faço as perguntas essenciais tarde demais.
Para mim só resta o esgotamento junto com a perplexidade tardia das coisas.
Talvez o mais certo a fazer é tirar um tempo pra mim.


Obs: aos que se sentem incomodados com os meus textos, desculpem-me pela filosofia barata.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um pouco de EGOTISMO


Não sei se mencionei alguma vez sobre o fato da minha família não ser de BH.
Vale a pena ressaltar que não tenho pai presente, só mãe.
Ela mora em São João Del Rei, uma cidade histórica bastante conhecida em Minas.
Ela vem sempre nos ver.
Quando ela vai embora parece que algo saiu do lugar.
Do lugar onde costumava estar.
Eu nunca demonstro a falta que sinto dela. Acho fraqueza demais, idiotice demais.
Ela está aqui em BH mas vai embora amanhã.
Amanhã não devo estar bem.
Sempre quando ela se vai, uma precupação incessante com o seu bem-estar se arrasta nos meus pensamentos.
Ela já é velha, completou 65 anos dia 18 de fevereiro.
Tenho medo de perdê-la.
Quando ela está por perto acho inadequado tocar em assuntos que transmitam esse tipo de fraqueza.
Engraçado é que aqui eu me sinto a vontade em dizer que o meu relacionamento com a minha mãe, ainda continua contribuindo em várias questões nas quais não consigo respostas.
Quando escrevo, quando penso ou quando falo sobre isso, me vem uma vontade imensa de mostrar fraquezas e talvez ser correspondida com um sorriso.
Minha mãe não é de sorrir muito.
Todos temos mágoas e o mundo não vai parar para resolvê-las.
Não tenho tempo para fraquezas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O fraco que gruda num mais forte?


Meu emprego não é o que eu sou.

Nem quanto eu ganho ou quanto dinheiro eu tenho no banco.

Mostrar minhas maneiras anômalas talvez seria ficar vulnerável demais.

As pessoas dentro da percepção delas, fariam verdadeiros discursos do que eu sou.

Elas não passariam nem perto do que eu realmente sou.

Eu sou o que eu quero que elas conheçam de mim.

Como um quadro sendo pintado, e pintado, e pintado....

Pessoas incovenientes que jamais fariam parte do meu círculo de amizades.

De tanto ser enganada pelas suas palavras, aprendi a dar importância aos seus gestos.

Sou o espelho que reflete o que vejo em seus gestos.

Enquanto isso, sou fonte de energia para tantas outras.

Isso é o mundo corporativo que tanto ouvi falarem.

Faz sentido pra você?